sábado, novembro 29, 2008

RUMOS E MUROS (Pra Id Ego)

ele quis o poema duro
q, claro, brilhasse no escuro
eu, cem rumos, só muros no Ser
certas luzes apago pra ver.
lanço setas de cético
ele asceta (sem oscar)
um, bucal anti-séptico
outro, o hálito em moscas.
nossos passos, parelhos
só se chocam em guias.
qdo há sós, no espelho
quem é sombra? e o meio-dia?

Poema de Id Ego - ñ reparem-me os olhos |para igor adorno|


ele, o pai do seu próprio filho
o estrito, estreito, esse do peito
mas ñ mais sozinho
no ar
rarefeito de esculturas
tropeçando no caminho
quebrando a perna
inscrevendo rasuras
um anjo vertical
desses q vivem no claro
ou no x da questão
ou em toda parte
em todo todo
um tanto sim
q só um ñ
um doar-se sem freio
sem dó
|a vaia ñ usa botox|
o riso
de quem se freqüenta o próprio pó
nutrindo o olho gordo à luz constante
noite e dia
seu novo poema velho
talvez vire poema
mas já é poesia
a piada leminskiana
insensação
mas elegância
olhar q é adiante
até se ñ
ainda que rude o maquinário:
um irônico crônico
lúbrico e lubrificado
brega como o diabo
no seu peito oco: trocados
de um amor q esvazia o vão
pulsar sobre o entulho da vida?
sei lá
perguntem às flores q surgirão

domingo, novembro 16, 2008

Há vagas

te acendi pra me iluminar.
vc, sem se ver, me apaga.
te escureci com um amor solar
ou te brilhei, da minha tomada?

quinta-feira, novembro 06, 2008

terça-feira, novembro 04, 2008

A Piada (Para Letícia Avelar)

tentei ficar imune
ao seu ímã:
"Essa não voa,
é canoa
sem remo, sem rumo, sem rima".
me enganei
o esgano
(esganei
o engano?)
e por baixo do pano
entendi a piada:
o q nos une é a língua
desafiada.



.

domingo, novembro 02, 2008

"... MAS ELEGÂNCIA !!" (ou Izabela)

ela é onde caos e acaso
se resolvem: gestos claros,
majestados, sem neblina.
como o incêndio controlado
de falsas quedas felinas
.