Minha poesia não quer comer ninguém (ainda q eu queira)
nem salvar o mundo (nem mesmo alguém)
nem contribuir estéticamente (ou obstruir estáticamente)
nem elogiar
nem negligenciar
nem expressar sentimentos
nem afiar ressentimentos
nem fama
nem plumas e paetês
nem grana
nem dizer os por quês
nem guiar operários
nem cumprir metas
ou itinerários
ela não quer ser nada.
e é tudo.
sexta-feira, novembro 13, 2009
quinta-feira, novembro 05, 2009
Fernanda Santiago (Poema de Amor)
tudo que te escrevo perece
(nenhum poema, meu, te merece)
mas sei do que minha alma carece:
silencio paz (e prece?)
talvez, um dia, eu regresse.
(nenhum poema, meu, te merece)
mas sei do que minha alma carece:
silencio paz (e prece?)
talvez, um dia, eu regresse.
sábado, outubro 03, 2009
tô amando. ah!!
temendo: eu.
me tomando: ela.
tô moído, seu
aqui e a colar
pedaços
a pisar seus passos
a perder e recuper
ar
- me
em seu abraço
de tamanduá.
me tomando: ela.
tô moído, seu
aqui e a colar
pedaços
a pisar seus passos
a perder e recuper
ar
- me
em seu abraço
de tamanduá.
quinta-feira, março 12, 2009
Passagem de volta pro Cumpadre.
aguardo o vôo
e o vôoltar.
meu peito porto
aerotorto
aguarda o pouso
(a repousar).
e o vôoltar.
meu peito porto
aerotorto
aguarda o pouso
(a repousar).
sábado, fevereiro 07, 2009
ui!!
a carne engrossa
na topada.
a pele cala.
eu não me calo.
a pele, calo
e não me cala.
(ainda sei sofrer).
na topada.
a pele cala.
eu não me calo.
a pele, calo
e não me cala.
(ainda sei sofrer).
quarta-feira, janeiro 21, 2009
DietÉtica
reeducar
a alma
caduca:
desarmar
lá de dentro
a arapuca.
desamar
quem não for
mestre Cuca.
Apostar
já q a vida
é sinuca.
a alma
caduca:
desarmar
lá de dentro
a arapuca.
desamar
quem não for
mestre Cuca.
Apostar
já q a vida
é sinuca.
sexta-feira, janeiro 16, 2009
meu filho.
de mim e nela
um elo.
nosso paralelo
para além.
um vago alguém
um trêm: vagões q nos contém
em seu avante
e nossos mais distantes antes.
um elo.
nosso paralelo
para além.
um vago alguém
um trêm: vagões q nos contém
em seu avante
e nossos mais distantes antes.
quinta-feira, janeiro 15, 2009
presente de gregorio
palavras bonitas não embelezam um fato
cagar ou defecar convergem no mesmo ato
do rei ao esmoler, do padre ao camelô
os de penis fodem, os de pica fazem amor
cagar ou defecar convergem no mesmo ato
do rei ao esmoler, do padre ao camelô
os de penis fodem, os de pica fazem amor
terça-feira, janeiro 06, 2009
Israel, és real? (Judia de mim)
Aquele que leva a vida a caçar monstros deve cuidar de si para não tornar a si mesmo um monstro.
E quando se olha tempo demais para o abismo, o abismo lhe retorna o olhar.
Friedrich Nietzsche
a faixa de GazaE quando se olha tempo demais para o abismo, o abismo lhe retorna o olhar.
Friedrich Nietzsche
as faixas de gaze.
a paz não bombou:
bobeou? pelos ares!!
levando seus pares
e meias
verdades.
As dores q sinto: as dores q causo.
o calo q aperta:
- São meus os q calço?
Abri-te a ferida, meu sangue não cessa.
Terra prometida?
ficou na promessa.
.
sexta-feira, dezembro 26, 2008
Poema rápido pra Ilka
passou por mim, deixou o pó.
coelho, cão, amor ou ema?
não vi, não sei quem fez
na tez, em mim, poema
coelho, cão, amor ou ema?
não vi, não sei quem fez
na tez, em mim, poema
Adorno Laureado
me mantém d'esperto
bem perto dos dedos num braile dançante.
amantes de noites, fisgados na rede
eu sou heavy, ela é rave
(um inverso de rimas)
eu, o mano em Grajaú
ela, o ímã, Apolo Sul.
se ela ama, em pronta-entrega
sou o olho que examina.
sou café, nem todo amargo.
ela, doce: anfetamina.
bem perto dos dedos num braile dançante.
amantes de noites, fisgados na rede
eu sou heavy, ela é rave
(um inverso de rimas)
eu, o mano em Grajaú
ela, o ímã, Apolo Sul.
se ela ama, em pronta-entrega
sou o olho que examina.
sou café, nem todo amargo.
ela, doce: anfetamina.
terça-feira, dezembro 23, 2008
quarta-feira, dezembro 17, 2008
do pó ao posso
poeta sem um puto
"Prazer, Sola, sou a Estrada."
viajante com escorbuto
"Meu salário? Madrugada!"
"Prazer, Sola, sou a Estrada."
viajante com escorbuto
"Meu salário? Madrugada!"
segunda-feira, dezembro 15, 2008
Cadilac
Lá vem ela!!
Saiam já da grade,
vão rachar as canecas!!!
Não sei não...
Segurem os olhos,
Ai meu Deus,
Rebelião!!!
segunda-feira, dezembro 08, 2008
sábado, novembro 29, 2008
RUMOS E MUROS (Pra Id Ego)
ele quis o poema duro
q, claro, brilhasse no escuro
eu, cem rumos, só muros no Ser
certas luzes apago pra ver.
lanço setas de cético
ele asceta (sem oscar)
um, bucal anti-séptico
outro, o hálito em moscas.
nossos passos, parelhos
só se chocam em guias.
qdo há sós, no espelho
quem é sombra? e o meio-dia?
q, claro, brilhasse no escuro
eu, cem rumos, só muros no Ser
certas luzes apago pra ver.
lanço setas de cético
ele asceta (sem oscar)
um, bucal anti-séptico
outro, o hálito em moscas.
nossos passos, parelhos
só se chocam em guias.
qdo há sós, no espelho
quem é sombra? e o meio-dia?
Poema de Id Ego - ñ reparem-me os olhos |para igor adorno|
ele, o pai do seu próprio filho
o estrito, estreito, esse do peito
mas ñ mais sozinho
no ar
rarefeito de esculturas
tropeçando no caminho
quebrando a perna
inscrevendo rasuras
um anjo vertical
desses q vivem no claro
ou no x da questão
ou em toda parte
em todo todo
um tanto sim
q só um ñ
um doar-se sem freio
sem dó
|a vaia ñ usa botox|
o riso
de quem se freqüenta o próprio pó
nutrindo o olho gordo à luz constante
noite e dia
seu novo poema velho
talvez vire poema
mas já é poesia
a piada leminskiana
insensação
mas elegância
olhar q é adiante
até se ñ
ainda que rude o maquinário:
um irônico crônico
lúbrico e lubrificado
brega como o diabo
no seu peito oco: trocados
de um amor q esvazia o vão
pulsar sobre o entulho da vida?
sei lá
perguntem às flores q surgirão
domingo, novembro 16, 2008
Há vagas
te acendi pra me iluminar.
vc, sem se ver, me apaga.
te escureci com um amor solar
ou te brilhei, da minha tomada?
vc, sem se ver, me apaga.
te escureci com um amor solar
ou te brilhei, da minha tomada?
quinta-feira, novembro 06, 2008
Novo poema velho
o que
o tempo nos fez
(dentadura ou primeiro dente)
nos desmancha
mas não desmente.
o tempo nos fez
(dentadura ou primeiro dente)
nos desmancha
mas não desmente.
talvez vire poema. Mas já é poesia.
duvidar da força alheia
é uma maneira de conviver
com as próprias fraquezas.
acredito no outro
pra não duvidar de mim.
é uma maneira de conviver
com as próprias fraquezas.
acredito no outro
pra não duvidar de mim.
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