se não apareço
vc desaparece
e, em silêncio deseja
a quem quer que seja
o que o peito festeja:
que eu te cale em tua prece?
Então, acredite, você sofre
do que me adoece.
sexta-feira, janeiro 14, 2011
quarta-feira, janeiro 12, 2011
Pagão
com a mente plena e sã
percebo q era coisa vã
o meu afã.
o q no peito se fez imã
é da matéria-prima
q nos gere a sina
é laço de irmão e irmã.
percebo q era coisa vã
o meu afã.
o q no peito se fez imã
é da matéria-prima
q nos gere a sina
é laço de irmão e irmã.
Brás Cubas
gota a gota
esgotou-se o tempo
a pulsar em minha têmpora
agora, sem tempero
me come a terra
por inteiro.
esgotou-se o tempo
a pulsar em minha têmpora
agora, sem tempero
me come a terra
por inteiro.
quinta-feira, janeiro 06, 2011
Schoenberg
Ela se foi
Nosso caminho não deu em Roma
Não a vejo de onde estou
Acho q se foi com a onda
Mas não esqueço dessa dona:
deixou-me o coração em coma.
Nosso caminho não deu em Roma
Não a vejo de onde estou
Acho q se foi com a onda
Mas não esqueço dessa dona:
deixou-me o coração em coma.
segunda-feira, janeiro 03, 2011
Poema da Virada (pra virar um coração)
mais um ano se esvaiu
nada além, porém, se viu.
tudo o q passou
ninguém acertou
como se previu.
mas no peito nunca cabe
q verdades não se sabe.
duvidar é nosso ardil .
Ecce homo (para a musa desatenta)
a vida, se ingênua, não é pura.
tolerância, paciência, gente burra
não navegam, são só âncora.
se seu mundo se apieda do seu erro
a pureza é condená-los, sem mistério.
homem puro: quem comete o adultério
de, num mundo sem critério,
insistir que o levem à sério.
tolerância, paciência, gente burra
não navegam, são só âncora.
se seu mundo se apieda do seu erro
a pureza é condená-los, sem mistério.
homem puro: quem comete o adultério
de, num mundo sem critério,
insistir que o levem à sério.
sexta-feira, dezembro 17, 2010
Fire
q ninguém se atreva!
a chama dela, minha labareda.
o corpo em riste, a alma acesa
num fogo q jamais se extinga
ardendo nas pontas das nossas linguas.
a chama dela, minha labareda.
o corpo em riste, a alma acesa
num fogo q jamais se extinga
ardendo nas pontas das nossas linguas.
segunda-feira, dezembro 06, 2010
Você me afeta
A vida é breve
O fim do inverno pro floco de neve.
A nave gira, o ovo gera, a vida gora.
Não importa quem parte
ou quem mora.
A vida chega e começa air embora.
Me disse um velho chegando ao pódio:
"Nascer é ativar a bomba relógio.
Estopim: açúcar, às vezes sódio"
A vida, me disse, é ter alguém que te afete.
Será a resposta algo além
que ter alguém que me interprete?
O fim do inverno pro floco de neve.
A nave gira, o ovo gera, a vida gora.
Não importa quem parte
ou quem mora.
A vida chega e começa air embora.
Me disse um velho chegando ao pódio:
"Nascer é ativar a bomba relógio.
Estopim: açúcar, às vezes sódio"
A vida, me disse, é ter alguém que te afete.
Será a resposta algo além
que ter alguém que me interprete?
quarta-feira, junho 16, 2010
anti-epitáfio de um quase-amor
O fim é tanto. Quase esqueço
que bem mais é um recomeço.
Então, que o fim do que fomos
-esse avesso-
seja inteiro, não em tomos
e nos dê acesso
ao que não sou nem és,
mas somos.
que bem mais é um recomeço.
Então, que o fim do que fomos
-esse avesso-
seja inteiro, não em tomos
e nos dê acesso
ao que não sou nem és,
mas somos.
sexta-feira, março 19, 2010
O MISTÉRIO DO CORAÇÃO NA VITRINE
Um crime.
Observei e, se movendo, tranquila e firme,
seu corpo disse o que não se exprime.
-Passional. Como num filme,
expôs o peito numa vitrine.
Mas, sem forma ou som,
de quem desconfiar?
Elementar,
meu caro Watson...
Verine.
Observei e, se movendo, tranquila e firme,
seu corpo disse o que não se exprime.
-Passional. Como num filme,
expôs o peito numa vitrine.
Mas, sem forma ou som,
de quem desconfiar?
Elementar,
meu caro Watson...
Verine.
quarta-feira, janeiro 20, 2010
nada novo sob o sol
o alicerce lógico do soteropolitano é a pobreza.
nosso metro, a inveja.
nosso objetivo transcendental, entre ser e parecer: enriquecer.
nossos meios: meios termos.
nossa felicidade tem dentes cariados.
para além disso, nada novo sob o sol.
nosso metro, a inveja.
nosso objetivo transcendental, entre ser e parecer: enriquecer.
nossos meios: meios termos.
nossa felicidade tem dentes cariados.
para além disso, nada novo sob o sol.
sexta-feira, novembro 13, 2009
Pretensões (às Charlatinhas e Charlatões)
Minha poesia não quer comer ninguém (ainda q eu queira)
nem salvar o mundo (nem mesmo alguém)
nem contribuir estéticamente (ou obstruir estáticamente)
nem elogiar
nem negligenciar
nem expressar sentimentos
nem afiar ressentimentos
nem fama
nem plumas e paetês
nem grana
nem dizer os por quês
nem guiar operários
nem cumprir metas
ou itinerários
ela não quer ser nada.
e é tudo.
nem salvar o mundo (nem mesmo alguém)
nem contribuir estéticamente (ou obstruir estáticamente)
nem elogiar
nem negligenciar
nem expressar sentimentos
nem afiar ressentimentos
nem fama
nem plumas e paetês
nem grana
nem dizer os por quês
nem guiar operários
nem cumprir metas
ou itinerários
ela não quer ser nada.
e é tudo.
quinta-feira, novembro 05, 2009
Fernanda Santiago (Poema de Amor)
tudo que te escrevo perece
(nenhum poema, meu, te merece)
mas sei do que minha alma carece:
silencio paz (e prece?)
talvez, um dia, eu regresse.
(nenhum poema, meu, te merece)
mas sei do que minha alma carece:
silencio paz (e prece?)
talvez, um dia, eu regresse.
sábado, outubro 03, 2009
tô amando. ah!!
temendo: eu.
me tomando: ela.
tô moído, seu
aqui e a colar
pedaços
a pisar seus passos
a perder e recuper
ar
- me
em seu abraço
de tamanduá.
me tomando: ela.
tô moído, seu
aqui e a colar
pedaços
a pisar seus passos
a perder e recuper
ar
- me
em seu abraço
de tamanduá.
quinta-feira, março 12, 2009
Passagem de volta pro Cumpadre.
aguardo o vôo
e o vôoltar.
meu peito porto
aerotorto
aguarda o pouso
(a repousar).
e o vôoltar.
meu peito porto
aerotorto
aguarda o pouso
(a repousar).
sábado, fevereiro 07, 2009
ui!!
a carne engrossa
na topada.
a pele cala.
eu não me calo.
a pele, calo
e não me cala.
(ainda sei sofrer).
na topada.
a pele cala.
eu não me calo.
a pele, calo
e não me cala.
(ainda sei sofrer).
quarta-feira, janeiro 21, 2009
DietÉtica
reeducar
a alma
caduca:
desarmar
lá de dentro
a arapuca.
desamar
quem não for
mestre Cuca.
Apostar
já q a vida
é sinuca.
a alma
caduca:
desarmar
lá de dentro
a arapuca.
desamar
quem não for
mestre Cuca.
Apostar
já q a vida
é sinuca.
sexta-feira, janeiro 16, 2009
meu filho.
de mim e nela
um elo.
nosso paralelo
para além.
um vago alguém
um trêm: vagões q nos contém
em seu avante
e nossos mais distantes antes.
um elo.
nosso paralelo
para além.
um vago alguém
um trêm: vagões q nos contém
em seu avante
e nossos mais distantes antes.
quinta-feira, janeiro 15, 2009
presente de gregorio
palavras bonitas não embelezam um fato
cagar ou defecar convergem no mesmo ato
do rei ao esmoler, do padre ao camelô
os de penis fodem, os de pica fazem amor
cagar ou defecar convergem no mesmo ato
do rei ao esmoler, do padre ao camelô
os de penis fodem, os de pica fazem amor
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