domingo, novembro 02, 2008

"... MAS ELEGÂNCIA !!" (ou Izabela)

ela é onde caos e acaso
se resolvem: gestos claros,
majestados, sem neblina.
como o incêndio controlado
de falsas quedas felinas
.

segunda-feira, outubro 27, 2008

o X da questão.

pessoa X: diz:
e o namoro ?

pessoa X: diz:
como está?
Igor Adorno diz:
caminhando a passos firmes

Igor Adorno diz:
ando meio apaixonado por ela  
Igor Adorno diz:
ou inteiro apaixonado, pra ser na mira
pessoa X: diz:
que bom

pessoa X: diz:
é sempre bom estar apaixonado

pessoa X: diz:
e ser correspondido claro
pessoa X: diz:
seja o melhor para ela

Igor Adorno diz:
até não correspondido é melhor do q caminhar vazio

Igor Adorno diz:
ela é feliz comigo
Igor Adorno diz:
e vc? como anda de paixões?

pessoa X: diz:
sem paixões

Igor Adorno diz:
elas brotam no deserto

Igor Adorno diz:
é so ter paciência e jejuar
pessoa X: diz:
mas eu não quero

pessoa X: diz:
não quero me apaixonar por ninguém

pessoa X: diz:
eu penso diferente de vc

Igor Adorno diz:
a gente não escolhe quando nasce um deus

Igor Adorno diz:
na verdade ele nos nasce

pessoa X: diz:
não quero ter sentimento não correspondido

Igor Adorno diz:
vc é uma moça sedutora. receberá correspondências

pessoa X: diz:
moça sedutora? pessoa X: diz:
mas nem todos caem nos meus encantos, não?

Igor Adorno diz:
nem todos, mas encantos são pra encantados, não pra todos
pessoa X: diz:
é
pessoa X: diz:
tá certo

Misa ele, ela, eu

Misa,
por vc
eu visto a alma
e tiro a camisa.

espaços.

vc não respeita o espaço do outro, ela disse.
eu:
o espaço do outro é o outro.
.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Sheila/ Shirley: Sexy in the City

dois sóis
(
ser
vivo
há cores
)
desabrochando paus
em flores.
A luz
de cachos
nos alísios
polinizou nos
dentes, risos
a fera fêmea em fúria
(
aranha
q o olhar tateia
)
deseclipsoul-se:
É lua Sheila.

sábado, outubro 18, 2008

Pro "Permita-se".

Me permito
o mito
ou me
omito?
Minto.

Fora da data (Parabéns)- Pro aniversário de Taiane.

tentei pelo envelope,
desci nascente, deitei poente
furei step, fui a galope
nasci um dente, quebrei um pente
xinguei patente (Ai!! Era Cop)
vazio o ventre, tentei a mente
(ponte quebrada, placa de stop)
sobrou a net, mandei screpe
pra ir além:
te tornar refém
do meu coração: Amém.

sábado, outubro 11, 2008

sábado, outubro 04, 2008

Exit Lights.

alguém me acenda os olhos
pra q' eu apague a luz.
cansei de tanta cura:
me deixem onde pus.

há tempos. atrás.

O agora gorou.

Pra Id Ego

iconoclasta de pompom
pintou olho passou batom.
tem gema no umbigo: tarado!!
pra nos deixar desconcertados.
chegou lento, arrastando um malote
(esganado lá dentro um velho velhote)
inimigo morrido em natais passados.

2º parte

abrindo a sacola olhando pra dentro:
defunto sorrindo cantando suas árias.
reconheceu-se (do contra?) a favor de maus ventos
ao olhar com cuidado as arcadas dentárias.

.

sexta-feira, outubro 03, 2008

Não sei me despedir.

alguns me são tempo tão rente q os trago na carne.
incoaguláveis.
sorrisos de rios em cheia, de móveis margens.
eu-sol ,invertido, em mímica-miragem:
espelhos, pra quem aceno e me digo adeus.
q me protegem: são santos ateus.

quinta-feira, setembro 25, 2008

papos com Laura II

desejei q ela realizasse seus desejos.
e q realizassem meus desejos.
fiquei na vontade.

papos com Laura

O contrário das coisas
é a opinião do espelho.
Ela se viu em mim.
Gostou do q viu?
E do q não viu?

terça-feira, setembro 16, 2008

Arouca e o poema em sua boca.

Se faltar energia,
cante alto, não esquente.
chame Arouca - é corrente!-
chega rente, no tom
pra guiar seus elétrons.
precisando da força
de mil-megatons,
de palavra-
com-mira, sem ira,
me ouça:

malandro é quem ama
pra não sentir frio.
No peito, sou rio
pra não virar poça.

sábado, setembro 13, 2008

oração.

q o céu te esteja nu
do tarde ao cedo
e brilhe a gema de clara azul
de norte a sul, sem morte ou blue
guardando do medo
vc e nosso segredo.

segunda-feira, setembro 08, 2008

MINERAÇÃO

como um vento comovente
Aline alimentou-me a mente
com suas linhas de frente
e trás
nos óleos da pele
horizontes tais
q nem cogito
ergo sim
o mastro
e lhe farejo o rastro
e me misturo ao cais
e tomarei-lhe aos goles
camaleão no grilo
emagrecer-lhe um kilo
e assinarei o impacto
e a sentirei um hábito
a me mudar o hálito.

terça-feira, agosto 12, 2008

Eu 2

um irônico crônico
preto branco daltônico
biúnico
humaníaco
deamoníaco
cardíaquo



sábado, agosto 09, 2008

em setembro, ombro a ombro, membro a membro

musa e abusa de quem só tem,
no coração, vintém.
de quem se dá o pouco
e te aguarda, trôco,
no peito ôco: trocados.

quarta-feira, julho 30, 2008

quinta-feira, julho 24, 2008

em má asa.

nosso acaso
é carne
sem osso ou s.o.s.
a sós,
cem sóis
incineram
lençóis
mas se há voz
alheia
desfaz-se a teia
se enfadam fadas
engasgam sereias
e o q era sol, ido
ex-cupido
mostra sua face de areia.

quarta-feira, julho 23, 2008

Laura

L'aura, em lua arada
ama a droga madrugada.
nada teme. q a revelem.
vi seu vício em
si na
pele.
Laura,
rua
lua
ar
q o olhar q a cata.
capta a luz de preto e prata.

segunda-feira, julho 21, 2008

Fernanda Santiago XXXI (amar é cheia)

O sol q te alude
aplaude
miúdo e amiúde.
Ai, amor,
tanta vida não cabe num maiô.
Vc é maior, morena
q qualquer moral
minha,
pequena.

Poema genérico, pra id ego.

alguém, além, na porta de um bar:
- Gente é pra bilhar, gente é pra bilhar!!!
e desarmou-me o q era ermo.
e tudo mais q era enfermo
se era sol, ficou star.

ome, não emo.

rompantes de pântanos:
húmidos emos infectos.
sejamos áridos
e arados:
húmus, demasiado erectus.

quarta-feira, julho 02, 2008

Papos q virão.

Se o acaso pintar
não crio
............Caso
ou
............Divorcio

Questão de
.................teto
.................tato

e Cio?

.

sábado, junho 28, 2008

Homenagem a uma amiga.

ALÍNEA
Ali nenhuma paz é poça.
Ouça: d'ALine é tanto som que só os olhos, ilhas.
Sem de tanto. Braile em canto.
Tudo diz n'Aline:
Ali nenhuma paz é muda.
Mar é, se cala
Se fala...
...profunda...

quarta-feira, junho 18, 2008

Fernanda Santiago XXX

minha inimiga da solidão
o amor q me esvazia o vão
no peito
meu refém e meu suspeito
à minha esquerda e meu direito
além de mim
à minha mão

quarta-feira, abril 23, 2008

Fernanda Santiago XXIX

minha boca
(tEmPeSTaDeS No MeU PeiTo)
cospe vento.
.
.
A estrada
................................S)
..........................E
.......................R
(calcanh.. A
e a
M M M I I I R R R A A A G G G E E E M M M
.
.
me con
........sum
................indo
até o chapéu.

terça-feira, abril 22, 2008

Te amo, Alexandre.

Nossos laços são nó cego, só erramos de placenta.
Sem parabéns por q meu amor transborda das datas,
é hélice anti-horária dos calendários em branco,
fotos de memória inventada.

Espelho pros meus olhos embaçados:
Irmão.

quarta-feira, abril 02, 2008

Se vc
OL(por trás dos meus)HOS
ao te
...(\)/er P (\)/eria
A
SS
A
R
colorIDA
.............a puLsar
sobre o eNtuLhO
a VIDA

segunda-feira, março 17, 2008

Para os dias de Carina.

A'legria de Carina explode em cores,
como fogos de artifício, até a pele.
Luz q vasa de seu céu interno,
q é noturno com explosões de dia.
De quem flore, em um abanar de cílios,
são joões, e silencia
ou q a cada sombra, horizontal,
verticaliza, em meio-dia.
Sua alegria, açougueira,
almas porcas lhe repelem,
mas, se limpas, e a um dedo
a luz q brota, dela, bebem.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Amigos (Para aqueles q tenho)

Minhas pegadas andam mais rasas.
O q me curvava agora é nutrimento do tempo.
O q são os amigos senão aqueles q,
cegos às luzes do bolso,
equilibram-nos, às costas,
o mundo q levamos até o cair das pálpebras?

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Maria Paula (Aniversário)

o sopro, a vela: onde levará?
- onde só há mar: ao olho, a ilha brilha.

à mil, palmilha, o trecho torto:

Da mãe o parto,
pra vida a porta,
pro amor um porto.

terça-feira, janeiro 15, 2008

Para Luzia Castro Adorno ( In memoriam)

o corpo
...........silêncios

lembranças soluçam

família
............fiar de muitas mãos

............cruz (espada) buzios

despedidas
.................oração

disseram-me:
....................." passou pela porta estreita,
.......................será
...................... do Senhor
.......................a colheita"

eu
...pra mim:

"a vida
.......... é abrir
................... e fechar
................................de gavetas"
.

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Parabéns e para maus.

Derrama, Senhor, derrama, Senhor, derrama
no Sertão o seu amor!!!!

Passou o Natal, ficou a vontade:

sei que não sou lactente,
(não há sequer leite de dente)
mas anseio
sorridente
os seus seios
de presente
em minha ceia.

2008 ( Anos novos, quem os pode sem quebrar ovos ??)

dias sem fins, ou um novo itinerário?
será viver colher folhas de calendário?
perdido em dunas a passos de dromedário,
ou mirar-se em flechas com data marcada e horário?
Os novos dias: quem pode, o pódium, quem não pode, o calvário?

sábado, dezembro 29, 2007

terça-feira, dezembro 11, 2007

quinta-feira, novembro 29, 2007

terça-feira, novembro 27, 2007

Lendo o blog do cazinho.

poemas onde os lemas,
na lente,
são como o sol afugentando com os dentes
nubladas nuvens tristes.



sexta-feira, novembro 23, 2007

O não de Liz (pode não parecer, mas gosto dela)

esses maus tratos...
guarde logo esse pau, não me quebre esses pratos!!!

Mas não tava lá longe? Por q, então, faz questão?

Deve ser o seu "sim", de voz plena, amplidão
rasgando-lhe a boca, adestrada com "não".

quarta-feira, novembro 21, 2007

Cadilac


Lá vem ela!!

Saiam já da grade,

vão rachar as canecas!!!

Não sei não...

Segurem os olhos,

Ai meu Deus,

Rebelião!!!

sábado, novembro 17, 2007

Fernanda Santiago XXV (ligação noturna)

Um labirinto.
Sim, esse do peito.
restrito...
estreito.

mas fale mais,
vc é o caminho!!!!!

perdido? sim,
mas não mais sozinho.

sábado, novembro 03, 2007

terça-feira, outubro 30, 2007

A primeira pipoca. ( A voz mais triste - Calado).

Na tarde da primeira pipoca
(a pele ardendo em um grau é testemunha)
descobri-me o riso q nem supunha,
a preencher a boca oca.
Descobri no vento do crepúsculo
(de mechas de manga, em algum olhar de minha infância)
chamas onde não alcançam músculos.
E senti saudades
do que nem sei.
Ao som da tristeza em camera lenta
de passos em poças de Rômulo Fróes,
que corroem a barragem dos olhos,
e me fazem sorrir por sofrer de dor alheia.


terça-feira, outubro 23, 2007

Le renegat (Para Jemes Martins e Tristan Corbiére)

Foi no Sieiro, te juro.
Vi um doar-se, sem dó,
de vela no escuro,
de quem se frequenta, sem freio, o próprio pó.
A outra face a entregar-se sem névoa
ou coisa pouca
ao humano ofertado
nos lábios noivos
da louca.
É por isso que digo do arrojo
renegado
do puro de tanto purgar-se
de todos os nojos.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Fernanda Santiago XXIV (O Esmolé)

Taqui, ó,
mendigando seu batom.
olhe os olhos de faquir...
...tá quase cuia na mão!!!!
Ô, meu bem, um vintém...
Ei, isso não se faz!!!
Fala com ela coração:
-dá um troco, tia, preu dormir em paz!!!

quinta-feira, outubro 18, 2007

Monodiálogo (Para Leopoldo Madrugada)

Poemas?
Meu olho-gordo devora.
O q me vaza dos vazos?
Sei lá...
uma baba faminta ou uma alma.
Mas... ela chora?

sábado, outubro 13, 2007

VIVA VAIA

Eu só acredito na vaia.
O aplauso nasce como um ato piedoso.
É uma satisfação a dar, uma conta a ajustar com o artista bom
e uma concessão criminosa para com o medíocre.
O aplauso quer dizer "...tudo bem, estou onde me deixei".
A vaia não.
Esta traz consigo a indignação de um olhar sincero no espelho.
Olhar q não nos mostra mas sim o Tempo.
A vaia não usa Botox.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Igor e Fernanda (epitáfio para a tristeza)

Faz tanto tempo, de câimbra nos ponteiros,
q hoje, o q escrevo, soará empoeirado.
Mas, ainda q rude o maquinário

(lúbrico, mas não lubrificado),
te direi do riso sem botox q me botou marmoreado,
de arco eterno, o U do "um" em q existimos a ecoar,
esculpindo nas estátuas transeuntes na cidade
o gargalhar do nosso amor
justificado.

quarta-feira, outubro 10, 2007

segunda-feira, outubro 01, 2007

Fernanda Santiago XXIII

meu coração coriza, sem ação.
escorre em seu nariz a grossa gosma
q se enteia à baba q da boca arreia...

Ai meu Deus, será Paixão?

sábado, setembro 15, 2007

sexta-feira, setembro 07, 2007

Fernanda Santiago XXI (Escultura/Cuspido e Escarrado)

Ui!!
Não pega não q dói...
Porra, quase me mói,
o crânio!!
Ai... mas não foi golpe errado...
... limpa a baba

e o catarro ... Ei!!!
Não me meche no arranho!!!!

Fernanda Santiago XX ( Ao telefone)

amor... te estou
em todo lugar
me amortecendo a morte.
Meu ar motivo.
Uma,
A q há.
Mór.
Norte.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

CHEIO

vaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovazio
vaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovazio
vaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovazio
vaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovazio
vaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovazio
vaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovazio
vaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovazio
vaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovazio
vaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovazio
vaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovazio
vaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovazio
vaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovazio
vaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovazio
vaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovaziovazio

Oxe...

ia botar aqui um poema bom pra caralho
(não ia escrever buceta, não)
mas perdi o papel em q o havia escrito.
Mas eu sei q vc acredita em mim, então
imagine um poema bom pra caralho
e escreva um comentário!!!!

Porra de nome, rapá!!!

na poça afunda o céu sem fundo
mundo mudo de contrários
Aves peixam, o Sol, só um
Aguado em seus solaros vários.

pós pós-tudo (pro sobrevivente Augusto)

das cinzas
Pós
Tudo.
, mudos,
(b)
erram
o
alvo
a tintas frescas

Sabedoria Universal.

picadura o tempo q dissipe seu veneno

Pro Sol (disfarçado de Fernanda)

sua a pele ao olhar pra vc colore o dia.

Pro cabra João (q era o maior de todos mas eu não gosto)

uma faca
lâmina
sem
cabo
ou fim
út(in)il?
não seguro.

Esse poemas pequenininhos são bons, né?

Há lida nos olhos cansados.

Fernanda Santiago- XVIII

Vc me adora
os cafagestos
mesmo q
NÃO
diga.

Beijos para o Lemínski.

Vá idade
com o tempo
vire meus olhos
de dentro.

"Tanto beco bom" - Para Jemes Martins

"O encanto dessa cidade sou eu"

(disse a bicha velha.
Respondi:)

"O em canto dessa cidade é meu, é seu, é de quem quiser mijar.
O em canto dessa cidade é voz, é foz, é de quem quiser-me, já"

(E encantamo-nos.)

sábado, janeiro 13, 2007

Fernanda Santiago- XVII

céu só, seco
sem a estrela e beijos de cinema
mas no Amor, da manga o ÀS,
mora a rima
q àdmira em meu Cartaz.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

quinta-feira, outubro 19, 2006

Fernanda Santiago XIII- Calendário

Ausente, só me sei dela,
Única Solidão.
Mas alcanço-me em seu tato,
(Na pele, um Diário)
Seus dias são meu Calendário.

domingo, outubro 15, 2006

Adubo

Cheio de mim, pedi-me o vazio.
Pus-me a fora,

Exalando-me o avesso insuportável onde jazo.
E, como q purgado, aos ecos das entranhas,
olhei-me a obra e suas arestas

a polirem-me, a existência e dos espelhos
-descarga-



sábado, outubro 14, 2006

Fernanda Santiago XII (Horizonte)

Seguindo sua pista, à vista, me levo a vc meus sentidos (da Vida)
Em foco, onde um mundo se esconde, anuncia, com a boca, meu céu: Horizonte.

Ofício.

Nascemo-nos. Fim.
Partidos, completos. Repleto, não parto.
(Indi)Gesto-me. Vermo-me, autolítico.
Raquítico aparato fazendo-me em'blemas,
calculados problemas.
-Poemas?
-Exatos!

domingo, outubro 08, 2006

Fernanda Santiago XI - Batalha Naval

Pensei-te ser um Torpedo me adentrando o casco frio
Naufragando-me, afagando, em teu olhar, q curso e rio
(A maré, o q se renova, pois se traz em "si", de cio)
De Oceano te chamei ao acordar: me vi Navio.

domingo, setembro 24, 2006

Fernanda Santiago X - Luz Constante

Fotos, imitações de seus instantes.
Prefiro, porém, tua carne, noite e dia,
a nutrir-me o gordo olho à luz constante.

Fernanda Santiago IX (Já, mais!!!)

Amo, sem querer, por querê-la demais.
Amo, pode ser, por não sê-la, aliás,
amo-a toda, inteira, pela beira, por trás...
Amo tanto e, por tanto, esquecê-la jamais!!!

Pelo meio do caminho tinha um "I".

No meio do caminho tinha uma pedra.
Tinha uma pedra no meio do caminho.
Tropecei a caminho, quebrei a perna,
E por isso não sei onde finda o caminho.

Jamais esquecerei disso na vida,
pois não morri na queda
fiquei só, com a pedra, no meio do caminho.